Um TzitTzit

Um TzitTzit, (franja) de 3,500 anos bordado com caracóis

 

Um Tekhelet bíblico apontado de 3,500 anos vai à mostra em 1 de junho 2018 no “Bible Lands Museum”. Essa exposição explorada com a cor azul celeste denominada “tekhelet”, uma tinta vibrante azul mencionada umas 49 vezes na Bíblia hebraica, e mais tarde escolhida para ser a cor central da bandeira nacional de Israel. A cor foi um mistério por 1,500 anos, até ser encontrada por arqueólogos na costa leste do Mediterrâneo. (Uma parte dessa matéria já abordamos antes).

A exposição vai mostrar a busca pela cor azul celeste, “ansiada pela humanidade através das gerações”. Seu significado sagrado aparece quando na história judaica os israelitas receberam o mandamento de cobrir os utensílios da Arca da Aliança e do Tabernáculo com panos tingidos de tequele, e marrar cordões tekhelet nos cantos de suas vestes como uma lembrança dos mandamentos de Deus.

Com o tempo a indústria de corantes não apareceu mais, daí a tinta por séculos não foi desenvolvida, apenas depois de séculos foi identificada por biólogos marinhos e pesquisadores talmúdicos que descobriram os caramujos “fonte-murex” de onde procedeu novamente a cor. Segundo informações, essas mesmas técnicas foram usadas nos tempos antigos pelos povos do Oriente próximo, aplicado aos têxteis azul bíblico, denominada na Bíblia como (safira), importada do Afeganistão para o Oriente. (Êx 24.10; Ez 1.26)

Evidências arqueológicas que remonta ao século 15 a.C, encontrou restos de conchas de murex esmagados e cacos contendo restos do corante, e pedaços de tecidos tingidos descobertos na Síria e documentos do mesmo período, mencionados na cor. A cor é encontrada em tecidos de luxo beleza e realeza, identificados com divindade, e relacionados com os grandes reinos e nobres do Oriente. (Jr 10.9).

Em Êxodo é descrito como a cor pura que compõe o manto do Sumo Sacerdote e o fio usado em seu cocar na cabeça, bem como a cor usada em tzitzit (borda do talit judeu ou xale de oração). Os judeus lembram de quando escolheram as cores da bandeira sionista no século XIX quando se trata do assunto. Os líderes acharam que as faixas azuis juntamente com a estrela de Davi em seu centro expressariam perfeitamente esse caráter.

David Wolffsohn, desenhou a bandeira no primeiro Congresso sionista em Basiléia 1897, escreveu: “De fato, temos uma bandeira, branca e azul. Esse talento em que nos envolvemos em oração – esse talentoso é o nosso emblema”. Segundo informações, depois de séculos, as pessoas estão vestindo tekhelet em seus tsitsit, e continuam a ver as maravilhas da Bíblia ganhando vida.

O Tzitzit (tsitsit) em judaico, é a forma transliterada nas versões Almeidas para “franjas”, Nm 15.38; Mt 23.5

Fonte Inglês:

Crédito: Eliana Rudee

Tradução para o Português por Logostheos